domingo, 23 de outubro de 2011

Nervos de aço

Com 20 anos de vida pública, ele já passou por rebeliões, ameaças de morte e retaliações dos detentos, mas é agora que vive seu momento mais crítico, a política.

Sindicalista da SIFUSPESP (Sindicato dos Funcionários do Sistema Penitenciário de São Paulo) aos 45 anos de idade, João Alfredo não tem a obrigação de todos os dias conviver com os detentos. Mas ainda está longe de dizer que acabaram as dores de cabeça, ao contrário só aumentaram.  Secretário geral da SIFUSPESP ele tem agora de tratar a questão burocrática e política e lidar com pessoas até piores do que os presidiários. Mas vida que ele esta se encontrando a cada dia e afirma que não pretende voltar ao presídio.

A vida no cárcere não é nada fácil para quem tem a responsabilidade de estar frente a frente a ela assim com tanta freqüência. A quem diga João Alfredo de Oliveira, agente penitenciário já há 25 dos 45 anos de vida. Para ele tanto tempo de trabalho investido em uma das piores profissões públicas, rendeu mais coisas negativas do que positivas. Sente alivio em desabafar sobre as dificuldades que sofre sua categoria, mas preocupação em lembrar que a realidade nunca foi tão dura. Apressado para mais uma das suas constantes viagens semanais a capital ele relembra os tempos em que acabara de ingressar no sistema penitenciário.

Presídio Professor Ataliba Nogueira, em Campinas foi onde João Alfredo Iniciou sua carreira como agente penitenciário aos 20 anos de idade, no ano de 1986. Foi lá que descobriu os ossos do ofício e viveu sua primeira má experiência, como a rebordosa (como é chamado nos presídios), que é uma categoria de rebelião, porém com menor potência. “Em uma rebordosa, os colegas são ameaçados e torturados de diversas maneiras. Já vi colegas ser amarrado em botijão de gás sofrendo a ameaça de explosão, sem contar, nos que são rendidos com facas confeccionadas a partir de giletes.”

Mais maduro e mais experiente, em 89 foi transferido para a penitenciária Sorocaba I na cidade de Sorocaba, mesmo ano em que nasceu seu primeiro filho Fernando Henrique. Em 1993 foi transferido para o IPA (Instituto Penal Agrícola) em São José do Rio Preto. Quando voltou a ficar junto da família. Natural de Olímpia, grande parte da família de João Alfredo se mudou para Rio Preto quando ela ainda era jovem, a procura de melhores oportunidades no mercado de trabalho. “Além das adversidades que a profissão nos impõe, o bonde (como é chamado a transferência de funcionários para outras cidades) faz com que o profissional tenda a se sentir mais isolado e deprimido, por estar longe da família”.

Foi em 1996 que começou a engrenar na carreira sindical, se tornou conselheiro fiscal da SIFUSPESP, onde desempenhava um trabalho de acompanhamento das despesas do sindicato. Seu bom desempenho o levou ao cargo de coordenador da regional de Rio Preto, cargo que exerceu por quase 1 ano.  Dali em diante passou para diretor de política e organização sindical, diretor de imprensa e divulgação e desde 2007 é secretário geral da SIFUSPESP, cargo que possibilita o afastamento do presídio.

“A vida no presídio é muito dura para os servidores públicos, o problema da superlotação que sempre gera motivo de discussão afeta primeiro os agentes penitenciários. Presídios com capacidade para abrigar 768 detentos chegam a abrigar cerca de 1500 pessoas. Junta a insatisfação de estar trancafiado e o fato de estar mal instalado, deixa os presos mais violentos, e o primeiro alvo de retaliação vindo dos presidiários são os agentes.”

Com a vida sindical as dores de cabeça não diminuíram ao contrario, só aumentaram. Mas é uma dor de cabeça que a família consegue conviver. A esposa Mari Antonia, relembra que foi difícil conseguir dormir quando ele começou a trabalhar no plantão da noite. “Bastava chegar meia hora com atraso que eu pensava que algo havia acontecido.” Para a família também não é fácil lidar com essa realidade, ver alguém de quem você tanto gosta se arriscar diariamente nesse ramo é complicado. Com a vida sindical ele tem que percorrer os presídios do estado de São Paulo, mas tenta conciliar o sindicalismo com a política e com a escrita. Já há algum tempo ele trabalha em um livro que narra algumas das histórias que presenciou, e fala de como é vida no cárcere aos olhos dos servidores públicos.

Novas ameaças preocupam medicina

H1N1 e gripe do frango. A medicina explica que a cura de novos vírus é um grande desafio

Na mesma velocidade que a medicina evolui e se especializa na cura e prevenção de doenças, novos agentes infecciosos, antes encontrados somente em animais, passam por mutações genéticas e se adaptam ao organismo humano, aos quais ainda não criamos resistência. Do mesmo modo como foi o vírus do HIV nos anos 80, esses vírus não apresentavam risco até entrarem em contato com os humanos. Hoje se tornaram um grande desafio à medicina e uma preocupação as autoridades públicas.

Em 2003 a doença SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), abalou o continente Asiático, principalmente o sul da China, ao causar a morte de cerca de 800 pessoas. Na época foi confirmado que o vírus se originou a partir de alguma espécie animal, passado aos seres humanos.
A gripe aviária, outra evolução do vírus da gripe comum, encontradas nas aves, também se manifestou em seres humanos. Dados confirmam que foram cerca de 320 casos de pessoas infectadas com a gripe aviária, com 191 mortes, assustando parte da Ásia, África e Europa.
A ameaça mais recente foi em 2009, com a influenza A/H1N1 (popularmente conhecida como gripe suína), outro vírus da gripe de origem animal. Foram milhares de pessoas infectadas em vários países. Casos da gripe foram constatados inclusive em São José do Rio Preto. O país mais afetado foi o México, mas o vírus se espalhou deforma surpreendente e atingiu todos os continentes.

Segundo a professora de Imunologia humana, Aline Bueno da faculdade UNILAGO, umas das explicações para o surgimento de novas doenças está relacionado à urbanização, ao grande crescimento da população, que invade ambientes desconhecidos e entram em contato com micro-organismos estranhos ao nosso corpo. “Quando invadimos ambientes naturais aos animais, nós entramos em contato também com os patógenos, que são os organismos causadores de doenças. A maioria dos vírus tem RNA (ácido ribonucléico) que é muito instável em relação ao DNA, no momento em que esses vírus se reproduzem, eles podem sofrer um tipo de mutação, se tornando um corpo estranho e prejudicial ao nosso organismo,” completa a professora. Pesquisas comprovam que várias doenças surgem com o convívio das espécies.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) é o órgão responsável que estuda o surgimento de novas doenças, como as de origem infecciosas. “O perigo do novo vírus, é que os sintomas e o rumo da doença podem mudar a qualquer momento e não se pode dizer com exatidão o que ele fará em seguida.” Declarou a doutora Margareth Chan, diretora-geral da OMS, divulgando uma possível pandemia da influenza A/H1N1 em 2009. Especialistas da OMS alegam que esse é o preço a ser pago pela desatenção, falta de investimento em infra-estrutura e vigilância sanitária, na prevenção e parte do descaso das autoridades públicas. Desde 1970, ao menos uma nova doença de origem infecciosa é descoberta por ano.

Cada doença do gênero infecciosa possui sua própria forma de transmissão, isso varia com o tipo da doença.  Portanto as formas de prevenção também são variadas. Doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, são prevenidas com a utilização de preservativos e o não compartilhamento de objetos pessoais, como seringas e alicates de unha. Quando se trata de uma doença do vírus influenza, como a gripe, a forma de prevenção é bom cuidado com a higiene: lavar bem as mãos, não tocar em corrimões de uso coletivo, evitar ambientes fechados com muitas pessoas, evitar contatos diretos com pessoas que portadoras das doenças.

Resenha Crítica – Deu no Jornal

O capítulo “o desafio do velho jornal é preservar seus valores” extraido do livro Deu no jornal de Álvaro Caldas , ressalta as principais características  dos jornais de mídia impressa, antes da evolução da tecnologia e as principais mudanças do estilo de se fazer jornalismo. Isso após a assenção da TV e chegada da internet. É notável a diferença que ocorreu na essencia do jornalismo e nas características dos veículos impressos. Não só no veículo mas também houve uma drástica mudança no perfil do profissional jornalista. Tudo para não permitir que o jornal impresso se torne uma mídia obsoleta, em uma era dominada pela mídia eletrônica.

O veículo responsável por narrar as mais diversas histórias do Brasil e do mundo, teve que repensar seus métodos princípios e próprias características, se não quisesse também como os fatos por ele narrado, se tornar “história”.
Na internet vemos um público alvo distinto do público de jornais impressos, os interesses são outros. Na web pode se encontrar notícias de gostos variados, com textos curtos e informações específicas. A TV possui um público mais abragente, as informações são de interesse da maioria. Ela prende a atenção do telespectador com recursos como áudio de video.

Com concorrentes como esses, os jornais impressos optaram por mudar, para não ficar para trás. Diferente de tempos atrás que era realizado grandes reportágens de gênero literário, que causavam  impacto, alguns veículos estão optando por se afastar da literatura, utilizando uma linguagem mais objetiva mais paracida com notas de internet.
A máteria que antes passava por diversos processos e pessoas antes da publicação, agora depende do repórter, que com a mudança teve de adotar outras funções, como escrever, pensar o título e editar. O profissional tem que se tornar polivalente, realizar várias funções.

O editorial também sofreu sua alteração, o jornal passou a investir mais o lado de empresa do que função social. Deu abertura maior ao marketing e a propaganda, vendendo páginas inteiras aos comerciantes. A notícia em si ainda tem sua importância, mas no mundo capitalista a econômia do jornal é o ponto focal. Mas o tratamento jornalÍstico não pode ficar em segundo plano, no que se mostra o livro. A restruturação do jornal não pode influênciar de forma negativa na qualidade da informação, afinal se o jornal é uma empresa, a noticia é o produto, que o jornalista deve produzir com toda atenção para que o leitor compre.
A informação viaja rapidamente, e faz com que o jornal utilize outros meios pra fazer aquela notícia que estourou hoje seja lida de uma outra forma amanhã. Exatamente nesse ponto que o jornal impresso possui seu diferencial. Com o prazo de um dia para o outro o jornal deve utilizar de ferramentas como a criatividade para notíciar a informação de uma forma que a TV e a Internet não noticiaram. Como foi falado no livro “O diferencial entre o jornal e outro veículo será dado pelo conteudo, quem tiver o melhor conteúdo terá a melhor vantagem no mercado”.

É de uma forma realista que o autor detalha o pefil do novo jornalista, hoje o repórter abelha (jargão utilizada para mostrar o reporter que exercita várias funçõesm simultâneamente) tem que desdobrar em vários para obeter as informações.
Nada de noticias sem emoção, o novo perfíl do jornal exigirá do profissinal emoção, opinião e lado crítico, para prender ainda mais o interesse do leitor.

O que será do futuro do jornal impresso ninguém sabe ao certo, estruturado de forma inteligênte e irreverente, esse veículo permanecerá durante muitos outros anos, narrando e fazendo parte das nossa histórias.

Conclusão

É pertinente a ideia do autor, ele narra as mudanças que ocorreram nos jornais impressos no mundo e tenta nos mostrar quais os caminhos que o mesmo deve percorrer para não deixar de existir, hoje na era tecnológica. Os amantes de jornal impresso irão se deparar com uma mudança no formato diagramação e conteudo do jornal com o passar do tempo, reflexo da necessidade de mudança.

Encerrado festival de blues de Rio Preto

Apresentado do dia 25 a 27 de agosto, o Sesc’n blues trouxe diversas atrações para a cidade


Espetáculo.

Combinação de um ambiente agradável, boa música e com um valor acessível. Assim foi a 18ª edição do festival de blues do SESC de Rio Preto. Três dias de espetáculos movimentaram o clube da cidade, com a apresentações de artistas da região e de renome internacional. Os espetáculos também puderam ser acompanhados de graça pela população, em apresentações ao ar livre, que aconteceram nos três dias, na Praça Dom José Marcondes, no centro da cidade.

Iniciado em 1989 na cidade de Ribeirão Preto, o Sesc’n Blues já é considerado um dos maiores festivais do estilo no Brasil. De acordo com a animadora cultural do Sesc, Edimeire Piovezam, o ano de 2011 foi um dos melhores que o festival já teve, graças as inúmeras atrações.  O primeiro dia do festival foi inaugurado com os “Bluseiros do Brasil”. Ao total 22 artistas de diversas partes do país subiram no palco do SESC. Além do repertório com músicas próprias, o público pode acompanhar canções de músicos consagrados, como Muddy Waters, Buddy Guy e Eric Clapton.   

Os “gringos” comandaram a noite do segundo dia do Sesc’n Blues. Os norte-americanos Lil Ray Neal de Luisiana, Charlie Love, de Chicago e Tom “Bluesman” Hunter do Texas, dividiram o palco e mostraram ao público, três estilos diferentes de blues americano. Eles fizeram apresentações individuais e em conjunto e deram ao público um choque de cultura, com músicas Influenciadas por raízes norte-americanas.

A terceira noite foi encerrada com Tia Carroll & Sax Gordon. Uma voz surpreendente com um saxofonista fenomenal. Assim, foi chamada a dupla, por críticos musicais. Cantora de Blues e Jazz, Tia Carroll é comparada com artistas do nível de Tina Turner. Com eles foi encerrado a 18ª edição do festival de blues de Rio Preto.

Quero mais.

O arquiteto José Carlos, de 26 anos, acompanha o festival desde a primeira edição em Rio Preto. Para ele o Sesc’n blues se diferencia dos outros eventos que acontecem na cidade. “Eventos como esse, deveriam ser mais constantes. Sinto falta também de apresentações de Jazz, uma cidade como Rio Preto deveria comportar mais shows desses dois gêneros”.

O estudante Danilo Sebastiano, de 29 anos, acredita que a cidade deveria ter mais festivais desse nível. “As grandes apresentações se concentram somente em São Paulo. Rio Preto tem público que consome esse tipo de cultura, a região é carente por esses tipos de eventos”, afirma.

Bancos oferecem facilidades para universitários

Entre inúmeras facilidades oferecidas aos estudantes, as contas universitárias são as que oferecem mais vantagens.

Para percorrer o caminho da faculdade, o universitário enfrenta diversas turbulências. Entre elas está à dificuldade financeira. 

Voltado aos milhares de estudantes espalhados por todo o Brasil, que enfrentam essa mesma dificuldade, os bancos criaram uma estratégia para atingir esse público em potencial. São as contas universitárias. Elas possuem todas as características de uma conta normal para pessoa física, como o saque, depósito, extrato, cartão de crédito e talão de cheque. A vantagem é que os universitários contam com taxas de manutenção reduzidas, anuidade zero e crédito fácil. Hoje quase todos os bancos possuem departamentos e serviços específicos voltados para esses jovens.

Em Rio Preto são cerca de 30 mil estudantes cursando o ensino superior. Rômulo do Carmo Monteiro, de 22 anos, faz curso de administração na faculdade Unilago em São José do Rio Preto. Ele possui a conta universitária FIT do banco Santander desde 2008, quando entrou na faculdade. “Foi vantajoso abrir uma conta universitária, pois oferece melhores condições” afirma. Para ele os bancos utilizam essa ferramenta como uma jogada comercial. Pois quando os jovens terminarem a faculdade já estarão atrelados ao banco. “É mais fácil para o universitário continuar em um banco que ele já conhece do que abrir uma nova conta do zero” afirma.

Cada banco possui suas características próprias para atrair os estudantes. Alguns oferecem limites maiores, outros, isenção de taxas. Outra vantagem é que o universitário pode continuar com a conta durante 12 meses depois de formado.

Contudo, mesmo com os inúmeros artifícios utilizados para atrair os estudantes, é necessário cuidado e atenção aos perigos que uma conta universitária pode trazer nesse período turbulento de faculdade. As agências disponibilizam aos novos correntistas, mesmo sem comprovação de renda, cheque especial, cartões de crédito com limite de até R$800, e talões de cheques, o que podem ser a sua entrada para os programas de proteção ao crédito. Se mal administrado, as contas podem se transformar em dívidas e dores de cabeça.

Consciência negra, ou apenas consciência.

Mais que uma data simbólica na luta contra o preconceito, o dia da consciência negra é um grito por igualdade.

“Hoje muito se fala em prol do negro e pouco se faz. Pessoas com cargos eletivos, na maioria das vezes, levantam a bandeira do negro como promoção da própria imagem ao invés de se preocuparem realmente com a causa”. João Alfredo de Oliveira, co-fundador do Conselho Afro de São José do Rio Preto. 

Celebrado todo dia 20 de novembro (data da morte de Zumbi dos Palmares, líder da resistência contra a escravidão no Brasil), o dia da consciência negra tem o objetivo de despertar nas pessoas uma reflexão sobre a inclusão do homem negro na sociedade. No Brasil, o preconceito racial ainda é um tema polêmico. Mas afinal, de que serve o dia da consciência negra?  

Para a Auxiliar Administrativa, Jacqueline Maria David dos Santos, de 33 anos, da mesma maneira que deveria ser outras datas comemorativas, o dia da consciência negra não deveria ser lembrado apenas em uma data em especial, o respeito com nossos semelhantes deve ser normal em todos os dias do ano.

Desde o início do ano, ela coordena um projeto da pastoral afro na paróquia São Sebastião no bairro Eldorado. “O objetivo do projeto é despertar na comunidade o interesse pela cultura e pelos costumes africanos. Já que a África é o berço da nossa cultura” afirma. Jacqueline ressalta que, a pastoral afro, não visa atender somente interesses da comunidade negra. “Todas as pessoas independentes de raça, são bom vindos a conhecer um pouco da cultura do brasileiro” diz ela.

A Secretária do Conselho Afro de São José do Rio Preto, Cláudia Maria Francelina Alves, acredita que um modo de mudar a cultura das pessoas é iniciar a mudança desde crianças. É na escola que as crianças apreendem sobre história e cultura das civilizações antigas. É ali seu primeiro contato com as formas de discriminação das diferenças e depende do educador mostrar o melhor caminho para a interpretação dos pequenos aprendizes.

“Já existe uma lei que obriga todas as escolas do ensino fundamental a abordarem assuntos da civilização africana e da África, não falando apenas da escravidão ou da miséria, mas da rica cultura que esse povo trouxe ao nosso país; como culinária, folclore, músicas entre outros. Quando as crianças negras conhecerem essa riqueza, elas irão se valorizar mais e passarão a sentir orgulho; já as crianças brancas começarão a ver o negro de outro modo, não apenas do sofrimento e da pobreza. Isso fará uma grande diferença futuramente”.

Para João Alfredo, as leis anti-rascistas não são o melhor caminho para acabar com a discriminação existente no Brasil. “As leis são uma forma de mascarar o preconceito existente. No Brasil, há o que chamamos de racismo ‘velado’, é o pior, é aquele que todos sabem que existe, mas que ninguém admite. Leis que punem pessoas que praticam o racismo são viáveis, mas que impõem ao cidadão o que ele deve ou não sentir, nada mais é do que disseminar uma falsa ideia e mascarar a realidade.” Afirma.

Riopretenses invadem o Rock In Rio

O maior festival de música realizado no Brasil desperta interesse de jovens de rio-pretenses.


Realizado desde 1981 na cidade do Rio de Janeiro, a cada edição, o Rock In Rio deixa sua marca como o maior festival de música de todos os tempos, arrecadando milhares de fãs pelo caminho. A cada dia de evento, o festival traz diferentes atrações que variam de acordo com os diversos estilos musicais. Soma-se isso, mais a vontade de estar perto do ídolo, faz com que o rock in rio, se torne atração para todo tipo de público. 

O público vem de todos os lados do país. E em Rio Preto não seria diferente. Centenas de pessoas entre jovens adolescentes e adultos saíram daqui com destino à cidade maravilhosa, não apenas com intenção de conhecer a praia. O destino, cidade do Rock.  

A procura para participar do festival começou cedo para a estudante Daiane Caroline Pereira de Oliveira, de 23 anos, ela já havia garantido seu ingresso no final do ano passado, quando foi disponibilizado o primeiro lote. Daiane foi para o Rio de Janeiro de avião, acompanhada de mais três amigos. Lá encontrou mais 8 pessoas, todas de Rio Preto. A intenção, era ver a banda preferida da turma, o Red Hot Chilli Pepers. Banda de rock que iniciou da carreira nos anos 80 na Califórnia, estados Unidos.

Thiago Gabriel de 20, também teve sua primeira experiência com o Rock In Rio, ele e mais um amigo foram de carro para conferir o terceiro dia do festival. Que contou com bandas como Sepultura, Slipknot, Motörhead e Metallica. Foi a primeira vez que os dois prestigiaram um evento dessa proporção, “é uma experiência única, estar perto dos seus ídolos. É algo que vai para sempre fazer parte da minha história”.

Outro modo muito utilizado por rio-pretenses para chegar até o Rio de Janeiro é por meio de excursão. A estudante Bruna Amaral de 22 abos, decidiu ir com os amigos por meio de uma agência de viagens. A Lets'go,  agência com sede em Rio Preto começou a venda das passagens no inicio do ano. Ao todo 26 ônibus foram fretados com destino a cidade do rock no Rio de janeiro. A procura foi tanta que as vagas terminaram meses antes de começar o festival.

E quem já passou por essa experiência conta como é fazer parte da história do Rock In Rio. Presente na edição de 1991, o professor universitário Renato Dias Martino, conta que muita coisa mudou de 20 anos pra cá, mas que a alma do festival e o amor pela música continuam os mesmos. Naquela época não se sabia se existiria outro evento desse tipo no Brasil, então não medimos esforços para poder estar perto das nossas bandas preferidas,” afirma. Dessa vez Renato curtiu o show pela televisão, mas as lembranças daquele domingo, 20 de janeiro de 1991 em pleno Maracanã, continuam acesas em sua memória, afirma o psicólogo.