O capítulo “o desafio do velho jornal é preservar seus valores” extraido do livro Deu no jornal de Álvaro Caldas , ressalta as principais características dos jornais de mídia impressa, antes da evolução da tecnologia e as principais mudanças do estilo de se fazer jornalismo. Isso após a assenção da TV e chegada da internet. É notável a diferença que ocorreu na essencia do jornalismo e nas características dos veículos impressos. Não só no veículo mas também houve uma drástica mudança no perfil do profissional jornalista. Tudo para não permitir que o jornal impresso se torne uma mídia obsoleta, em uma era dominada pela mídia eletrônica.
O veículo responsável por narrar as mais diversas histórias do Brasil e do mundo, teve que repensar seus métodos princípios e próprias características, se não quisesse também como os fatos por ele narrado, se tornar “história”.
Na internet vemos um público alvo distinto do público de jornais impressos, os interesses são outros. Na web pode se encontrar notícias de gostos variados, com textos curtos e informações específicas. A TV possui um público mais abragente, as informações são de interesse da maioria. Ela prende a atenção do telespectador com recursos como áudio de video.
Com concorrentes como esses, os jornais impressos optaram por mudar, para não ficar para trás. Diferente de tempos atrás que era realizado grandes reportágens de gênero literário, que causavam impacto, alguns veículos estão optando por se afastar da literatura, utilizando uma linguagem mais objetiva mais paracida com notas de internet.
A máteria que antes passava por diversos processos e pessoas antes da publicação, agora depende do repórter, que com a mudança teve de adotar outras funções, como escrever, pensar o título e editar. O profissional tem que se tornar polivalente, realizar várias funções.
O editorial também sofreu sua alteração, o jornal passou a investir mais o lado de empresa do que função social. Deu abertura maior ao marketing e a propaganda, vendendo páginas inteiras aos comerciantes. A notícia em si ainda tem sua importância, mas no mundo capitalista a econômia do jornal é o ponto focal. Mas o tratamento jornalÍstico não pode ficar em segundo plano, no que se mostra o livro. A restruturação do jornal não pode influênciar de forma negativa na qualidade da informação, afinal se o jornal é uma empresa, a noticia é o produto, que o jornalista deve produzir com toda atenção para que o leitor compre.
A informação viaja rapidamente, e faz com que o jornal utilize outros meios pra fazer aquela notícia que estourou hoje seja lida de uma outra forma amanhã. Exatamente nesse ponto que o jornal impresso possui seu diferencial. Com o prazo de um dia para o outro o jornal deve utilizar de ferramentas como a criatividade para notíciar a informação de uma forma que a TV e a Internet não noticiaram. Como foi falado no livro “O diferencial entre o jornal e outro veículo será dado pelo conteudo, quem tiver o melhor conteúdo terá a melhor vantagem no mercado”.
É de uma forma realista que o autor detalha o pefil do novo jornalista, hoje o repórter abelha (jargão utilizada para mostrar o reporter que exercita várias funçõesm simultâneamente) tem que desdobrar em vários para obeter as informações.
Nada de noticias sem emoção, o novo perfíl do jornal exigirá do profissinal emoção, opinião e lado crítico, para prender ainda mais o interesse do leitor.
O que será do futuro do jornal impresso ninguém sabe ao certo, estruturado de forma inteligênte e irreverente, esse veículo permanecerá durante muitos outros anos, narrando e fazendo parte das nossa histórias.
Conclusão
É pertinente a ideia do autor, ele narra as mudanças que ocorreram nos jornais impressos no mundo e tenta nos mostrar quais os caminhos que o mesmo deve percorrer para não deixar de existir, hoje na era tecnológica. Os amantes de jornal impresso irão se deparar com uma mudança no formato diagramação e conteudo do jornal com o passar do tempo, reflexo da necessidade de mudança.
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