domingo, 23 de outubro de 2011

Novas ameaças preocupam medicina

H1N1 e gripe do frango. A medicina explica que a cura de novos vírus é um grande desafio

Na mesma velocidade que a medicina evolui e se especializa na cura e prevenção de doenças, novos agentes infecciosos, antes encontrados somente em animais, passam por mutações genéticas e se adaptam ao organismo humano, aos quais ainda não criamos resistência. Do mesmo modo como foi o vírus do HIV nos anos 80, esses vírus não apresentavam risco até entrarem em contato com os humanos. Hoje se tornaram um grande desafio à medicina e uma preocupação as autoridades públicas.

Em 2003 a doença SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), abalou o continente Asiático, principalmente o sul da China, ao causar a morte de cerca de 800 pessoas. Na época foi confirmado que o vírus se originou a partir de alguma espécie animal, passado aos seres humanos.
A gripe aviária, outra evolução do vírus da gripe comum, encontradas nas aves, também se manifestou em seres humanos. Dados confirmam que foram cerca de 320 casos de pessoas infectadas com a gripe aviária, com 191 mortes, assustando parte da Ásia, África e Europa.
A ameaça mais recente foi em 2009, com a influenza A/H1N1 (popularmente conhecida como gripe suína), outro vírus da gripe de origem animal. Foram milhares de pessoas infectadas em vários países. Casos da gripe foram constatados inclusive em São José do Rio Preto. O país mais afetado foi o México, mas o vírus se espalhou deforma surpreendente e atingiu todos os continentes.

Segundo a professora de Imunologia humana, Aline Bueno da faculdade UNILAGO, umas das explicações para o surgimento de novas doenças está relacionado à urbanização, ao grande crescimento da população, que invade ambientes desconhecidos e entram em contato com micro-organismos estranhos ao nosso corpo. “Quando invadimos ambientes naturais aos animais, nós entramos em contato também com os patógenos, que são os organismos causadores de doenças. A maioria dos vírus tem RNA (ácido ribonucléico) que é muito instável em relação ao DNA, no momento em que esses vírus se reproduzem, eles podem sofrer um tipo de mutação, se tornando um corpo estranho e prejudicial ao nosso organismo,” completa a professora. Pesquisas comprovam que várias doenças surgem com o convívio das espécies.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) é o órgão responsável que estuda o surgimento de novas doenças, como as de origem infecciosas. “O perigo do novo vírus, é que os sintomas e o rumo da doença podem mudar a qualquer momento e não se pode dizer com exatidão o que ele fará em seguida.” Declarou a doutora Margareth Chan, diretora-geral da OMS, divulgando uma possível pandemia da influenza A/H1N1 em 2009. Especialistas da OMS alegam que esse é o preço a ser pago pela desatenção, falta de investimento em infra-estrutura e vigilância sanitária, na prevenção e parte do descaso das autoridades públicas. Desde 1970, ao menos uma nova doença de origem infecciosa é descoberta por ano.

Cada doença do gênero infecciosa possui sua própria forma de transmissão, isso varia com o tipo da doença.  Portanto as formas de prevenção também são variadas. Doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, são prevenidas com a utilização de preservativos e o não compartilhamento de objetos pessoais, como seringas e alicates de unha. Quando se trata de uma doença do vírus influenza, como a gripe, a forma de prevenção é bom cuidado com a higiene: lavar bem as mãos, não tocar em corrimões de uso coletivo, evitar ambientes fechados com muitas pessoas, evitar contatos diretos com pessoas que portadoras das doenças.

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