segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A historia do Burrinho que caiu no buraco.

Certo dia estava preocupado com os problemas da vida, coisas corriqueiras. Problemas esse que me deixaram com o comportamento diferente e que não escaparam aos olhos dos meus colegas de serviço, que prontamente perceberam que algo esta errado. Comecei a comentar o que estava acontecendo e recebi alguns conselhos. Alguns dias depois uma amiga do trabalho me perguntou qual o motivo pelo qual eu estava diferente na semana que acabara de passar, eu já estava muito melhor por sinal, mas decidi dividir com ela o que havia acontecido.

Depois de me ouvir ela decidiu me contar uma historia que era mais ou menos assim:

“Em um pequeno vilarejo, havia um burrinho muito querido pelos moradores, ele era tratado como se fosse à mascote de toda a vila. Certo dia o burrinho andando pelo pasto caiu em um buraco profundo, e dele não conseguia sair. Os camponeses tentaram tirar o burrinho de todas as formas, tentaram ate amarra-lo em cordas e iça-lo, mas nada dava certo.
Foi então que os camponeses decidiram acabar com o sofrimento daquele burrinho, e começaram a jogar terra em seu lombo com a intenção de enterrá-lo ali mesmo.
O burrinho não entendeu o porquê estavam fazendo aquilo, mas sempre que jogavam terra em seu lombo ele se sacudia para terra cair dos lados. Sempre que seu lombo se enchia de terra ele se sacudia e dava um passo para cima, ele se sacudia e dava um passo para cima, com isso a terra foi tampando todo o buraco. E assim ele conseguiu chegar ao topo e sair do buraco.”

Moral da historia: Quando você pensar que esta no fundo do buraco e nada nem ninguém mais pode te ajudar, sacuda a poeira e de a volta por cima. Por mais que você pense que esta se afundando ou tem alguém tentando te enterrar, há sempre um modo de sair por cima, não desista, por mais profundo que o buraco pareça ser você conseguirá sair.

No final das contas pensei comigo, essa pessoa foi a ultima com que eu conversei, mas foi a que mais me ajudou, pois essa lição vou levar por toda a vida... Obrigado

Afro brasileiros ainda sofrem preconceito

A discriminação apresenta-se de maneira dissimulada numa nação de mestiços

A questão do preconceito racial é uma discussão muito antiga, que é enfatizada nos mais diversos filmes e novelas, porém ainda assim é um tema polêmico. O ato de julgar uma pessoa inferior por ter a aparência e uma cultura diferentes não nos faz melhores do que ninguém, então por que será que muitos não deixam de lado essa prática?

O sindicalista e co-fundador do Conselho Afro de São José do Rio Preto, João Alfredo de Oliveira, deu sua opinião a respeito do preconceito e discriminação que os negros ainda sofrem em pleno século XXI.

Hoje há algum projeto pra mudar essa realidade em que se encontra o preconceito no Brasil, e tentar mostrar às pessoas que não há diferença entres os seres humanos?

“Hoje muito se fala em prol do negro e pouco se faz. Pessoas com cargos eletivos, na maioria das vezes, levantam a bandeira do negro como promoção da própria imagem ao invés de se preocuparem realmente com a causa. Não basta apenas criar projetos, o ensino tem que vir desde a escola mostrando todos como irmãos. Há alguns anos assisti a uma palestra que não era aberta ao debate, o palestrante afirmou que o negro tem o intelecto abaixo dos demais, que seu raciocínio é inferior. Isso, além de passar uma falsa ideia, cultiva o preconceito.”

Você já sofreu algum tipo de discriminação?

“Sim várias vezes, muitas delas as pessoas não percebem estarem sendo preconceituosas, com comentários e insinuações. O cargo que atingi atualmente como sindicalista é de grande importância, por isso alguns não admitem que um negro esteja em maior evidência. O que causa certo desconforto com meus próprios colegas de trabalho.”

Para combater o racismo e preconceito, a solução é impor leis anti-racistas como fez o Brasil?

“Não porque é uma forma de mascarar o preconceito existente. No Brasil, há o que chamamos de racismo ‘velado’, é o pior que existe, é aquele que todos sabem que existe, mas que ninguém admite. Leis que punem pessoas que praticam o racismo são viáveis, mas que impõem ao cidadão o que ele deve ou não sentir, nada mais é do que disseminar uma falsa ideia e mascarar a realidade.”

Entrevista com a Secretária do Conselho Afro de São José do Rio Preto, Cláudia Maria Francelina Alves.

A atual secretária do conselho Afro em Rio Preto, Cláudia Maria Francelina Alves, tem um trabalho árduo junto à presidente Cecília Nunes para tentar mudar a realidade do afro descendente em rio preto.
Em entrevista, Cláudia pode nos contar um pouco sobre como enxerga o racismo, e quais são suas expectativas para o futuro.


Como é o mercado de trabalho para mulheres negras na região?

Infelizmente a mulher negra sofre um duplo preconceito de gênero, por ser negra e por ser mulher; suas habilidades são aproveitadas, na maioria das vezes, na área doméstica, rendendo a elas os menores salários e as piores condições para sustentar uma família.

Em sua opinião o preconceito racial se confunde também com preconceito de classes?

Confunde-se sim. São poucas as pessoas negras bem sucedidas no Brasil. Por isso o homem negro muitas vezes já é submetido a imagem de um homem humilde, ou seja pobre.
Por isso acredito que as cotas nas universidades são uma alternativa para mudar essa realidade.

As cotas nas universidades são um benefício ou serve apenas para mascarar o mau ensino nas escolas públicas?

Sim acredito que seja um benefício, serve também como uma forma de reparação para que haja um avanço, pois somente assim poderemos falar sobre igualdade. Pessoas entendem mal como funciona o sistema de cotas. Não apenas são abertas vagas para pessoas negras entrarem na universidade sem nenhuma qualificação, como enfrentam um vestibular normal como qualquer outro candidato. Do mesmo modo que a empresa de ônibus tem sua cota para idosos, a universidade também tem para negros.

E qual seria a maneira mais eficaz de anular esse tipo de pensamento nas pessoas?

Para mudar essa realidade temos como base a lei 10.639, que obriga todas as escolas do ensino fundamental a abordarem assuntos da civilização africana e da África, não falando apenas da escravidão ou da miséria, mas da rica cultura que esse povo trouxe ao nosso país;  como culinária, folclore, músicas entre outros. Crianças negras quando conhecerem essa riqueza começarão a se valorizar e a sentir orgulho; já as crianças brancas começarão a ver o negro de outro modo, não apenas do sofrimento e da pobreza. Isso fará uma grande diferença futuramente.

Entrevistas realizadas em 2009, em função de trabalho para faculdade 1º ano de JN,
 Matéria: teoria da comunicação. Prof. Rodrigo Lorenzo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Coisas que deixamos pelo caminho...

Nós seres humanos, temos no decorrer de toda nossa vida, cerca de uma dúzia de momentos ou situações em que devemos tomar uma decisão que mudará nosso percurso para sempre.
Momento esse que quando surgir devemos calcular com cuidado, para não fazermos à escolha errada.
Sempre que temos um momento como esse, surge logo aquele frio na barriga, não pelo medo do que o futuro nos reserva, pois ele é surpreendente, mas o que realmente nos amedronta que nos proporciona um frio na espinha, é qual o valor que teremos que pagar por fazer tal escolha, do que nos deveremos abrir mão para poder seguir em frente em nossa caminhada.

São coisas que deixamos pelo caminho para aliviar o fardo da nossa longa caminhada, muitas vezes são coisas que tachamos como essencial para a vida, mas que nos momentos de maior aperto a única escolha é de nos livrar de tal coisa, nos vendo obrigados a deixá-la de lado por motivos de força maior.

Todos já passamos por momentos assim.

Nós não devemos nos acomodar e permanecermos parados aonde estamos, temos de evoluir, pois muitos vivem com medo de crescer porque não querem abrir mão de seus bens materiais.

Não tenha medo de arriscar, há somente dois dias no mundo em que não podemos fazer nada, o ontem que já passou e o amanhã que ainda vira.

Evolua como pessoa e como ser humano, de valor a sua inteligência e ao seu conhecimento, porque isso ninguém poderá tirar de você, isso você levara para a toda vida.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Carta ao Papai Noel

Querido Papai Noel, já há algum tempo que peço a você com muita esperança e com certo aperto no coração meu presente de natal.
Fico sempre com receio, pois este já é o terceiro ano seguido que lhe envio uma carta e até então não tive nenhuma resposta, nem sua, nem de um dos seus duendes.

Estou um pouco triste, porque acreditava ter sido um bom menino nos anos todos que se passaram. Já meus vizinhos que não obedecem aos pais e maltratam os animais, receberam em todos os anos que eu me recordo, os presentes solicitados.
Mas eu que sempre me esforço e faço serviços pra ajudar em casa, que ajudo os idosos e que sempre obediente com os adultos, não fui presenteado com a sua visita.

Sei que você é uma pessoa muito ocupada, mas novamente vou fazer meu pedido esse ano.

Papai Noel, gostaria que você conseguisse um emprego para a minha mãe, que já esta desempregada a um bom tempo, vivendo somente de bicos, quase sem condição de nos sustentar.
Gostaria que você conseguisse uma vaga na creche pra minha irmãzinha que também ja esta a um bom tempo na lista de espera.

Porque se você conseguir um trabalho para minha mãe, um daqueles que tenha o salário digno, eu tenho certeza nos próximos anos, ela poderá comprar meus presentes. E então eu não precisarei mais escrever cartas, assim você poderá dar mais atenção para aquelas crianças que precisam mais do que eu.

E se você conseguir uma vaga na creche para a minha irmãzinha, com o tempo tirava para tomar conta dela eu poderia estudar mais, e quando crescer ter um emprego razoável e com um bom salário. Assim todo natal eu vou ter condições de oferecer ótimos presente para meus filhos, deixando você mais livre para presentear aqueles que realmente precisam.

Obrigado e Feliz Natal.

**Moral da historia: essa historia tem moral, mas cabe a você interpretar qual.

De Felipe Nunes, um Feliz Natal

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Pensamentos de um Ditador

Afinal, eu sou dono dessa porra!!!

Porque quando temos certo prestigio ou atingimos um cargo de confiança com um determinado grupo ou pessoa, logo mudamos esse prestigio por uma sensação de superioridade?
Sempre que tenho a sensação de que sou importante para determinado grupo ou pessoa, logo me vem um sentimento de que nada ali pode me afetar, quaisquer que sejam minhas atitudes, elas devem ser relevadas por eu ser quem eu sou.. Nada mais importa.

Mas é somente quando caímos do cavalo que percebemos que não é bem assim que funciona.
Quando vemos que não da mais pé, que estamos prestes a perder o status de superioridade, somente ai que percebemos o quanto somos insignificantes.

O segredo é por mais importante que você seja para determinado grupo ou ação, seja humilde além de tudo.
Você como pessoa é insubstituível, mas quando assume algum tipo de posto pode ter alguém que ameace tomar seu lugar, lembre se do porque você chegou ate ali..

Acho que tenho que aprender a falar menos e escutar mais.

Felipe Nunes

domingo, 5 de dezembro de 2010

Rio Contra o Crime


Porque só agora?

Como acontece em qualquer evento dessa magnitude, a imprensa nos bombardeia com informações a cada momento, a cada movimento dos policiais ao invadir a Vila Cruzeiro e o Complexo do Alemão, é sempre uma nova noticia a ser transmitida.
Informações que para os telespectadores são muito importantes, principalmente para quem esta envolvido no confronto.

Mas porque que as principais perguntas ainda não foram questionadas? Porque a imprensa não se preocupa em mostrar as verdadeiras intenções por de trás do combate contra o trafico?

Nunca tive o prazer e nem o desprazer de visitar a cidade do Rio de Janeiro, mas o que todos sabemos é que ela é uma das cidades mais desejadas pelos turistas, e também uma, senão a mais temida, por cauda da violência proporcionada pelo trafico.

A questão é, porque só agora o governo decide livrar a população das mãos dos traficantes? Porque deixar a situação chegar a um ponto como esse para ter que tomar uma atitude? Será o e principal motivo talvez seja porque o Rio de Janeiro irá sediar os eventos do Rock'in Rio, Olimpíadas e a Copa do mundo respectivamente. Será esse  motivo pelo qual o governo do rio de janeiro promoveu essa "luta pela paz", visando o lucro com o turismo, deixando os turistas mais tranqüilos para visitar a cidade.

Bom antes tarde do que nunca. Mas se o governo demorou tanto para tomar uma decisão dessas, no qual teve total influencia dos eventos de proporção mundial que irão acontecer na cidade maravilhosa, o que nos espera depois que passarem as Olimpíadas e a Copa do Mundo, qual será a posição do governo do Rio para manter a cidade livre o trafico, mesmo depois desses eventos...

Será o Rio contra O Crime, ou Rio a Favor do turismo?

São essas questões que eu gostaria de ver a imprensa discutir, porém acredito que mais uma vez tais informações vão deixar passar batido.