domingo, 31 de outubro de 2010

Piada Sobre Politica

Um deputado está andando tranquilamente quando é atropelado e morre.
A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.

-Bem-vindo ao Paraíso! Diz São Pedro
-Antes que você entre, há um probleminha.
Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que  fazer com você.

-Não vejo problema, é só me deixar entrar, diz o antigo deputado.
-Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores.
Vamos fazer o seguinte:

Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.

-Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o deputado.
-Desculpe, mas temos as nossas regras.

Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o  Inferno.
A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.
Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social.
Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em  que ficaram ricos às custas do povo.
Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.  
Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas.
Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.
Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.
Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele..  

Agora é a vez de visitar o Paraíso.

Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que  andam de nuvem em  nuvem, tocando harpas e cantando.
Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

-E aí? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso.

Agora escolha a sua casa eterna.
Ele pensa um minuto e responde:

-Olha, eu nunca pensei.. O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar  melhor no Inferno.

Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o  Inferno.
A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.
Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.  
O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do deputado.

-Não estou entendendo, - gagueja o deputado - Ontem mesmo eu estive aqui  e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!

 O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:
 
-Ontem estávamos em campanha.
Agora, já conseguimos o seu voto...


Realmente a piada é irônica e engraçada, mas o triste é que ela conta a realidade.
Será que agora, com o fim definitivo das eleições de 2010, teremos alguma melhora considerável, ou serão apenas mais quatro anos de uma administração no mínimo muito suspeita. Agora cabe a nós eleitores, acompanharmos os politicos eleitos e cobra-los uma boa administração.
  

O Som do Silencio


Estava assistindo ao filme Watchmen, quando no momento do funeral do personagem “O Comediante” começou a tocar uma musica que acredito ja ter escutado antes, a musica sound of silence da banda atrocity. A musica tem uma ótima melodia, achei que combinou muito bem com o momento do filme. WATCHMEN - "the sound of silence"

Aqui esta um trecho da tradução da musica que achei também muito interessante.

O Som do Silêncio

Olá escuridão, minha velha amiga
Eu vim para conversar com ti novamente,
Por causa de uma visão que se aproxima suavemente,
Deixou suas sementes enquanto estava dormindo,
E a visão que foi plantada em mina mente,
Ainda permanece, entre o som do silêncio

E na luz nua eu enxerguei
Dez mil pessoas, talvez mais.
Pessoas conversando sem dizer,
Pessoas ouvindo sem escutarem,
Pessoas escrevendo canções que vozes nunca compartilharão
E ninguém desafiou, disturbar o som do silêncio

"Tolos" digo eu, "vocês não sabem
o Silêncio cresce como um câncer".
Escutem minhas palavras que posso lhe ensiná-los.
Tomem meus braços que eu posso alcançá-los.
Mas minhas palavras como silenciosas gotas de chuvas caíram,
E ecoou no poço do silêncio (...)


O silencio as vezes diz tudo, mas não se diz tudo com o silencio.
Nós temos a necessidade e o dom de nos comunicarmos. Somente aqueles com medo ficam em silencio. Não deixe que o medo seja uma forma de fazer censura.

Abra bem a mente para ver o que não foi mostrado e escutar o que não foi dito...

domingo, 24 de outubro de 2010

Remédios... Um Bem ou Mal?

A questão é, como será que realmente funciona o marketing dos remédios? E esse é um assunto que me chamou um pouco a atenção, após assistir um stand’up comedy com Chris Rock. 
Então quis analisar um pouco o assunto sobre os remédios, medicamentos utilizados para combater ou aliviar o sintomas de doenças.


Os remédios têm servido como uma luva para a população, isso porque temos uma necessidade de se sentir o corpo saudável ou prevenido de sintomas como mal estar ou dores no corpo. E ele nada mais é do que o conjunto de substancias naturais, concentradas, cada uma para combater um tipo de deficiência do organismo, como algum tipo de vírus ou bactéria. O segredo foi simplesmente juntar os elementos das plantas concentrando-os dentro de uma pílula para obter um efeito ainda mais instantâneo.

Antes dos remédios nossos ancestrais já utilizavam tais ervas ou plantas para aliviarem suas dores, o que era muito eficaz. O diferencial daquela época era que cada um poderia ter sua própria farmácia plantada no quintal de casa, o único problema que o governo e as industrias não ganhavam com isso.

Foi então que alguém se perguntou, porque não tirar proveito disso?

E essa idéia deu tão certo, que a industria de remédios no Brasil e no mundo faturam milhões com a venda de remédios sob prescrição médica e nas farmácias, isso por causa da propaganda farmacêutica que investe milhões em marketing, inventando doenças para que as pessoas comprem cada vez mais.

Os remédios são bons ou ruins?

Com o forte marketing dos remédios, a mídia nos fazer realmente acreditar que precisamos cada vez mais deles, e que ervas medicinais, diferente de antigamente já não fazem efeito em nossa saúde. Cada vez aumenta o medo de ficarmos doentes e com isso a compulsão para comprarmos medicamentos. O que antes era visto como uma forma prevenção da saúde ser humano começou a ser visto somente como um meio de ganhar dinheiro. E nos dias de hoje, as industrias farmacêuticas são mais uma, das tantas outras empresas manipuladoras em todo o mundo.


E o que são as drogarias?

Quando pequeno eu me perguntava, porque as farmácias são chamadas de drogarias? E a resposta é bem simples, é porque os remédios são drogas manipuladas. Mas drogas não são aquelas que fazem mal a saúde?

O governo, por exemplo, diz que a utilização drogas sem prescrição médica é ilegal, e faz mal a saúde.

Mas todos os dias somos bombardeados com comercias e propagandas dos mais diversos tipos de remédios (drogas licitas). Eles começam a citar sintomas como...

“Você esta triste? Você se sente solitário? Você tem dores? Você sente sono de noite? Você esta com calor? Você esta com frio? ”

Nos fazem acreditar que precisamos daqueles medicamentos...

 “A meu Deus, eu tenho isso, eu preciso de um remédio, eu estou doente” (...).

Ou seja, industria dos remédios nos influencia a acreditar que realmente precisamos deles para nos sentir bem, Até que eles consigam nos viciar com algum tipo de droga legal.

Vai uma pílula ai?


domingo, 17 de outubro de 2010

Porque o jornalismo?

Por muitas vezes já fui questionado. Por muitas vezes eu mesmo me questionei:

MAS PORQUE O JORNALISMO?

Não sei ao certo, dentre inúmeras possibilidades e opções para seguir, ainda não sei afirmar o porque de escolher o jornalismo. Até então, ainda acho que é uma pergunta um pouco capciosa, talvez porque não sabia ao certa qual a resposta.


profissão jornalismo

Eu pensava comigo mesmo, que como nunca foi um amante dos cálculos, meu refugio poderia ser a gramática que me chamava muito a atenção.
Uma coisa era certa, não estaria em minha lista nenhum curso de exatas.
No inicio do 3º ano do ensino médio foi quando comecei a me preocupar em qual rumo seguir na carreira profissional. E o que todo professor dizia, e que todo palestrante no repetia, é o que caminho mais certo é fazer aquilo que você gosta, que tem vocação.

Mas era exatamente ai em que vivia o mistério, qual é a minha vocação?


Eu sou assinante da revista Superinteressante desde os 16 anos, porque tinha comigo mesmo uma vontade enorme de saber de tudo um pouco, mas nunca havia passado pela minha cabeça inverter as posições, passar de leitor para escritor.

Uma ideologia que eu sempre segui, é de que, não é necessário muito para ser feliz. Nós devemos dar valor às coisas simples, aquelas coisas que são realmente importantes. Todos temos direitos iguais e o meu direito termina aonde começa o seu.

Acho que eu escolhi o jornalismo, não como uma forma de ter status, mas como uma forma de fazer a diferença. Não é uma tarefa fácil ser um formador de opinião, além de ser uma grande responsabilidade. Então porque não assumir essa responsabilidade?

Foi juntando a vontade de saber de tudo um pouco com a curiosidade que comecei a olhar a profissão com outros olhos, e percebi que já prestigiava aos poucos.

Posso dizer que hoje minha concepção de mundo mudou teve mudanças drásticas, mas a ideologia ainda continua a mesma, e quem sabe eu ainda posso realmente fazer diferença.

domingo, 10 de outubro de 2010

Análise ideologica: filme Gran Torino

Ficha técnica:

Nome oficial: Gran Torino
Gênero: Drama
Tempo de duração: 116 min
Ano de lançamento: 2008

Gran Torino foi produzido, dirigido e interpretado por Clint Eastwood.
O filme mostra a historia de um idoso veterano combatente de guerra (Walt Kowalski interpretado por Clint Eastwood) que lutou pelo Estados Unidos nos anos 50 na guerra da Coréia, mas que mesmo muitos anos depois do fim da guerra, nos dias atuais não consegue assimilar e nem se socializar com sua família muito menos com seus vizinhos, pelo fato de ter que carregar as lembranças horríveis.
O personagem é um velho ranzinza e amargo que vive em um bairro da periferia dos EUA, cercado de violência, trafico e criminalidade. Onde é um dos últimos “americanos” residentes. Nos dias atuais o bairro é lar de pessoas de todas a descendências, principalmente orientais, como os que ele enfrentou na guerra. Após perder a esposa o personagem se vê sozinho e tem que quebrar o preconceito alimentado no de correr dos anos.
O personagem não admite como seu bairro se encontra hoje, diversificado, multi-cultural, do mesmo modo que o país todo vive, e tem dificuldades de se habituar com as mudanças, pois hoje o único lugar que não mudou com o tempo foi à barbearia que freqüenta.
Gran Torino é um nome de carro, um modelo clássico fabricado no ano 1972 pela montadora Ford, lugar onde o personagem trabalhou por mais de 50 anos. O carro ilustra uma época em que a América era uma grande potencia, mas hoje teve seu status dividido com o resto do mundo.
No inicio do filme é fácil perceber que o preconceito alimentado pelo personagem não se trata apenas da vizinhança e da família, Sr. Walt muito patriota e nacionalista não admite que um de seus filhos de classe media possua um carro da marca Toyota (marca japonesa). E é o único do bairro que possui uma bandeira dos EUA estiada na frente de sua casa.
Conseguimos perceber também os problemas traumáticos que a guerra faz com os soldados, em um trecho que Sr. Walt esta conversando com o padre sobre vida de morte. Mas a única coisa que ele se lembra e sabe falar é sobre a morte, e sobre o que a guerra faz com as pessoas.
Mas o personagem deixa seus princípios de lado e muda drasticamente seu estilo de vida quando começa a perceber que tem mais coisas em comum com seus vizinhos asiáticos do que com a própria família.

Lei ficha limpa

Foi sancionada no dia 04 de junho deste ano de 2010, pelo presidente Luis Inácio Lula da silva, a lei ficha limpa, que impede a candidatura de políticos com condenações transitadas em julgado pela justiça eleitoral.
Essa lei foi de resultado de um projeto de iniciativa popular apresentado na câmara dos deputados em setembro do ano passado, com o apoio de mais de um milhão e trezentas mil assinaturas.
Com a nova lei será impedida a candidatura ao cargo político, candidatos com contas de cargos públicos rejeitadas, condenação por abuso de poder econômico, improbidade administrativa, corrupção eleitoral, compra de votos, ou por ter renunciado o mandato para fugir de cassação.
Mas poucos dias antes das eleições os ministros do supremo tribunal ainda não entraram e um consenso para definir se a lei realmente entra em vigor para barrar definitivamente candidatos fichados ao cargo publico. A questão é a lei ficha limpa vale ou não vale?
No final quem perde é a democracia que esta sendo soterrada com uma onda incessante de desrespeito, muito feio podemos dizer, o papel tomado pelo o presidente do supremo tribunal Cezar Peluso, que se absteve do voto de Minerva. Na primeira etapa da votação o presidente votou ser contra a validade da lei nas eleições deste ano, mas em uma segunda chance não assumiu a responsabilidade de permanecer com a mesma opinião. O que nos faz desconfiar e perder um pouco a credibilidade. Infelizmente os ministros empatam e quem perde somos nós.