domingo, 22 de janeiro de 2012

Os virais e a imprensa brasileira

Como já disse o jornalista Carlos Nascimento: “Nós já fomos mais espertos”. Pois é, a frase exclamada em plena abertura do telejornal do SBT, assim como o motivo pelo qual ela teve que ser pronunciada, se tornou um viral nas redes sociais do Brasil. Os virais, todos devem saber, são vídeos, fotos, frases, que de uma hora para outra, ganham proporções continentais. Assim foi com o vídeo da formiguinha, do pintinho piu, entre outros. Afinal, o que há de mal com os virais, que ganham principalmente as redes sociais e que de um dia para o outro alcançam milhares de pessoas? Eu me atrevo a responder que: Nada! Não há nada de errado quando vemos um vídeo de um bebe rindo na internet porque o pai rasga uma folha de papel. O problema é que o que deveria ficar somente nas redes sociais, está ganhando espaço na mídia, que antes era reservada para assuntos um tanto mais importantes, ou ao menos deveria ser.

O que faz com que um assunto seja classificado como de interesse público?

O resumo da tese de doutorado da jornalista Delci Maria de Mattos Vidal intitulado como: Imprensa, jornalismo e interesse público: perspectivas de renovação; diz que as informações veiculadas pela imprensa são indispensáveis para auxiliar a construção social da realidade e promover o desenvolvimento humano e social dos cidadãos. Portanto, assuntos de interesse público podem ser aqueles que afetam diretamente e indiretamente na vida das pessoas. Isso nos leva a outro questionamento. Será que os atuais acontecimentos, que dominaram nas redes sociais no início de 2012, devem ter espaço na grande imprensa, que possui por dever manter o cidadão bem informado? Certas coisas não deviam sair da internet. Não há como negar o fato, que isso chegou até a ser engraçado ou interessante, pela forma que desenrolou, mas podia ter ficado por ai. Mais uma vez, o Brasil não pode perder o foco. Assuntos como estes já são exaustivamente abordados em programas de fofocas, que possuem seu público segmentado. Tornar assuntos como o escândalo do Big Brother e a viagem da Luiza como de interesse público, é questionar nossa inteligência.

Não está satisfeito, desligue a TV.

Temos o livre arbítrio de escolher o que nos agrada e qual o tipo de informação que vamos consumir. Mas isso não tira o dever da imprensa de fazer o melhor para nós. Ainda sou defensor de que poucos, mas bons jornalistas se importam com o rumo do Brasil. E por isso encaram a profissão com seriedade. Como Carlos Nascimento, as vezes é bom dar uma de Capitão Nascimento, para por a imprensa brasileira de volta no lugar.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Pessoas estão cada vez mais dependentes de celular

Pesquisas revelam que grande parte das pessoas não conseguem ficar longe de seus telefones móveis. 

“Sou totalmente dependente do telefone celular, carrego para todos os lados. Quando fico sem, é como se faltasse uma parte do meu corpo.” Essa é a definição do funcionário público e universitário Rafael Fabrício Brumato, de 20 anos, sobre a importância do celular no seu dia-a-dia. Desde a invenção no século passado até sua evolução nos dias de hoje, os celulares vem ganhando a cada dia, mais espaço em nossas vidas e se tornaram algo indispensável para a companhia de qualquer um. Atualmente eles possuem uma função essencial: facilitar a comunicação.

Celulares fazem cada vez mais parte do cotidiano
Sabe-se que os seres humanos se comunicam desde os tempos primitivos. Sejam através de imagens, símbolos, gestos ou palavras, sempre existiu a necessidade de manter uma relação/comunicação com as pessoas que vivem ao nosso redor. Com o decorrer dos anos e com o avanço das tecnologias começaram a surgir mecanismos que facilitaram a troca de mensagens por meio da comunicação inter-pessoal. Em 1835 foi inventado o telegrafo. O primeiro aparelho produzido para transmitir mensagens por meio de código Morse. Já no ano de 1876 Alexander Graham Bell criou o primeiro telefone, equipamento utilizado para comunicação oral. O futuro era inevitável e perspectiva de ampliar a forma de comunicação não era um sonho distante.

Se comunicar de maneira rápida e fácil é um fator importante; mas fazer isso de qualquer lugar era impensável. Criado no ano de 1973, o primeiro telefone móvel revolucionou a modo de se comunicar com qualquer pessoa e de qualquer lugar. A febre foi instantânea. O que antes era apenas utilizado para fazer e receber ligações agora se tornou “faz tudo”. Hoje, os aparelhos celulares evoluíram se tornaram inteligentes, eles saem das lojas com as mais variadas funções, como: Bluetooth, MP3, aplicativos antes existentes apenas em computadores e muito mais. Agora eles não são utilizados somente para se comunicar com outras pessoas, o que fizeram deles objetos inseparáveis. 

Rafael teve seu primeiro telefone celular com 16 anos de idade, no começo ele dividia o aparelho com os pais, assim que começou a trabalhar, ele pode comprar seu próprio aparelho celular e a partir daí, ele não conseguiu mais se ver livre dele. “O meu telefone tem várias funções no meu dia-a-dia, além de fazer ligações e enviar torpedos eu uso ele para entrar nas redes sociais. Outras ferramentas como a câmera e o gravador de vídeo são indispensáveis.”

Mas o era para ser um utensílio utilizado ao nosso favor, vem se tornando algo com o qual devemos começar a nos preocupar. Foi realizada uma pesquisa com 50 universitários da faculdade Unilago em São José do Rio Preto interior de São Paulo,  para saber o quanto eles estão dependentes de seus telefones. 44% dos entrevistados assumiram que abandonam tudo o que estão fazendo para atender o celular. 68% admite que nunca deixam o celular desligado ou sem bateria. Os mesmo 68% confirmam que entram em pânico quando perdem o telefone ou quando acaba a carga da bateria. 60% confessam que tem a mania de tirar o celular do bolso ou da bolsa para ficar com ele nas mãos e apenas 31% assumiram que já interromperam um momento intimo para atender o celular.

Essa dependência se tornou uma preocupação para alguns psiquiatras. Especialistas apontam que uma nova doença surgiu em conseqüência ao avanço da tecnologia e da comunicação inter-pessoal. A Nomofobia, nome que surgiu do inglês No-mobile (Sem Celular), é o medo de ficar incomunicável. Segundo a psicóloga Anna Lúcia Spear King, da Universidade Federal do Rio de Janeiro a Nomofobia afeta uma boa parte da população, principalmente entre as pessoas que não conseguem se desconectar dos aparelhos. Quanto maior a facilidade de se comunicar com as pessoas, há mais necessidade de mantermos essa relação. Se por acaso isso for tirado de nós, pode nos causar desconforto. Os sintomas da Nomofobia podem ser comparados ao da síndrome do pânico, como ansiedade, desconforto e palpitações.

A jornalista Maria Luiza Simões, de 26 anos, assume que é totalmente dependente do telefone celular. Ela utiliza diariamente três aparelhos celulares, dois pessoais e um para o trabalho, e os carrega para todo o lugar. A jornalista admite que é uma das pessoas que possui Nomofobia - e que não se separa dos seus telefones nem para ir ao banheiro. “Fico ansiosa quando estou longe dos meus telefones, penso que alguma coisa importante pode acontecer e que alguém está tentando me ligar”. Ela ainda não tolera quando alguém não atende ao telefone ou não responde um torpedo; “Se eu tenho celular é para levar e atender em qualquer lugar, então não admito quando alguém não me atende ou não me retorna.”

Era de se esperar essa atitude para uma pessoa que possui um aparelho de celular desde os 14 anos de idade. Além de utilizar o telefone para fazer ligações, ela afirma que não consegui ficar um dia sem enviar torpedos e entrar nas redes sociais pelo telefone. Para ela essa dependência do celular não prejudica no seu comportamento, ao contrário ele auxilia no seu trabalho.

Já para o psicanalista, Renato Dias Martino as pessoas estão se tornando dependentes do celular, pois elas estão ao mesmo tempo dependentes da atenção de outras pessoas. “O aparelho serve para se comunicar com alguém, essa dependência se encontra nesse vínculo entre pessoas, e não da pessoa com o aparelho”, explica. As pessoas que possuem sintomas de Nomofobia, o psicólogo afirma reconhecer a dependência já é um bom sinal para que isso não se torne um problema. “A dependência revela uma forma primitiva de ligação com as pessoas,” o que é um sentimento parecido que o bebe tem com a sua mãe.

Mas ainda há exceções. Para o bancário Ronaldo Zanqueta, de 27 anos, as pessoas superestimam o celular, quando sua utilidade principal é facilitar a comunicação. “As pessoas vêem o celular como objeto da moda. Elas sempre compram os últimos lançamentos, e usam o telefone como forma de status. E essa não é a sua utilidade.”

Ele ainda confessa que possui um celular, mas que resistiu muito antes de comprá-lo. “Eu comprei meu celular já com 27 anos de idade, porque as pessoas tentavam falar comigo e não conseguiam, também pela necessidade de facilitar a comunicação”. Ele utiliza o celular para fazer e receber ligações. Para ele fora isso não há utilidade alguma. Ronaldo não se vê dependente do celular. “Eu saio de casa sem ele, na hora de almoçar eu o deixo no trabalho, não fico grudado no celular 24 horas por dia.”

Temos então a conclusão de que ele facilita nossa vida, mas que também altera nossa personalidade. Porém não sabemos ao certo se é bom ou ruim. O que podemos afirmar é que com o surgimento de novas tecnologias, estamos sofrendo uma transformação drástica na nossa maneira de agir e pensar. Devemos aprender a conviver com elas e não viver para elas. 

domingo, 23 de outubro de 2011

Nervos de aço

Com 20 anos de vida pública, ele já passou por rebeliões, ameaças de morte e retaliações dos detentos, mas é agora que vive seu momento mais crítico, a política.

Sindicalista da SIFUSPESP (Sindicato dos Funcionários do Sistema Penitenciário de São Paulo) aos 45 anos de idade, João Alfredo não tem a obrigação de todos os dias conviver com os detentos. Mas ainda está longe de dizer que acabaram as dores de cabeça, ao contrário só aumentaram.  Secretário geral da SIFUSPESP ele tem agora de tratar a questão burocrática e política e lidar com pessoas até piores do que os presidiários. Mas vida que ele esta se encontrando a cada dia e afirma que não pretende voltar ao presídio.

A vida no cárcere não é nada fácil para quem tem a responsabilidade de estar frente a frente a ela assim com tanta freqüência. A quem diga João Alfredo de Oliveira, agente penitenciário já há 25 dos 45 anos de vida. Para ele tanto tempo de trabalho investido em uma das piores profissões públicas, rendeu mais coisas negativas do que positivas. Sente alivio em desabafar sobre as dificuldades que sofre sua categoria, mas preocupação em lembrar que a realidade nunca foi tão dura. Apressado para mais uma das suas constantes viagens semanais a capital ele relembra os tempos em que acabara de ingressar no sistema penitenciário.

Presídio Professor Ataliba Nogueira, em Campinas foi onde João Alfredo Iniciou sua carreira como agente penitenciário aos 20 anos de idade, no ano de 1986. Foi lá que descobriu os ossos do ofício e viveu sua primeira má experiência, como a rebordosa (como é chamado nos presídios), que é uma categoria de rebelião, porém com menor potência. “Em uma rebordosa, os colegas são ameaçados e torturados de diversas maneiras. Já vi colegas ser amarrado em botijão de gás sofrendo a ameaça de explosão, sem contar, nos que são rendidos com facas confeccionadas a partir de giletes.”

Mais maduro e mais experiente, em 89 foi transferido para a penitenciária Sorocaba I na cidade de Sorocaba, mesmo ano em que nasceu seu primeiro filho Fernando Henrique. Em 1993 foi transferido para o IPA (Instituto Penal Agrícola) em São José do Rio Preto. Quando voltou a ficar junto da família. Natural de Olímpia, grande parte da família de João Alfredo se mudou para Rio Preto quando ela ainda era jovem, a procura de melhores oportunidades no mercado de trabalho. “Além das adversidades que a profissão nos impõe, o bonde (como é chamado a transferência de funcionários para outras cidades) faz com que o profissional tenda a se sentir mais isolado e deprimido, por estar longe da família”.

Foi em 1996 que começou a engrenar na carreira sindical, se tornou conselheiro fiscal da SIFUSPESP, onde desempenhava um trabalho de acompanhamento das despesas do sindicato. Seu bom desempenho o levou ao cargo de coordenador da regional de Rio Preto, cargo que exerceu por quase 1 ano.  Dali em diante passou para diretor de política e organização sindical, diretor de imprensa e divulgação e desde 2007 é secretário geral da SIFUSPESP, cargo que possibilita o afastamento do presídio.

“A vida no presídio é muito dura para os servidores públicos, o problema da superlotação que sempre gera motivo de discussão afeta primeiro os agentes penitenciários. Presídios com capacidade para abrigar 768 detentos chegam a abrigar cerca de 1500 pessoas. Junta a insatisfação de estar trancafiado e o fato de estar mal instalado, deixa os presos mais violentos, e o primeiro alvo de retaliação vindo dos presidiários são os agentes.”

Com a vida sindical as dores de cabeça não diminuíram ao contrario, só aumentaram. Mas é uma dor de cabeça que a família consegue conviver. A esposa Mari Antonia, relembra que foi difícil conseguir dormir quando ele começou a trabalhar no plantão da noite. “Bastava chegar meia hora com atraso que eu pensava que algo havia acontecido.” Para a família também não é fácil lidar com essa realidade, ver alguém de quem você tanto gosta se arriscar diariamente nesse ramo é complicado. Com a vida sindical ele tem que percorrer os presídios do estado de São Paulo, mas tenta conciliar o sindicalismo com a política e com a escrita. Já há algum tempo ele trabalha em um livro que narra algumas das histórias que presenciou, e fala de como é vida no cárcere aos olhos dos servidores públicos.

Novas ameaças preocupam medicina

H1N1 e gripe do frango. A medicina explica que a cura de novos vírus é um grande desafio

Na mesma velocidade que a medicina evolui e se especializa na cura e prevenção de doenças, novos agentes infecciosos, antes encontrados somente em animais, passam por mutações genéticas e se adaptam ao organismo humano, aos quais ainda não criamos resistência. Do mesmo modo como foi o vírus do HIV nos anos 80, esses vírus não apresentavam risco até entrarem em contato com os humanos. Hoje se tornaram um grande desafio à medicina e uma preocupação as autoridades públicas.

Em 2003 a doença SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), abalou o continente Asiático, principalmente o sul da China, ao causar a morte de cerca de 800 pessoas. Na época foi confirmado que o vírus se originou a partir de alguma espécie animal, passado aos seres humanos.
A gripe aviária, outra evolução do vírus da gripe comum, encontradas nas aves, também se manifestou em seres humanos. Dados confirmam que foram cerca de 320 casos de pessoas infectadas com a gripe aviária, com 191 mortes, assustando parte da Ásia, África e Europa.
A ameaça mais recente foi em 2009, com a influenza A/H1N1 (popularmente conhecida como gripe suína), outro vírus da gripe de origem animal. Foram milhares de pessoas infectadas em vários países. Casos da gripe foram constatados inclusive em São José do Rio Preto. O país mais afetado foi o México, mas o vírus se espalhou deforma surpreendente e atingiu todos os continentes.

Segundo a professora de Imunologia humana, Aline Bueno da faculdade UNILAGO, umas das explicações para o surgimento de novas doenças está relacionado à urbanização, ao grande crescimento da população, que invade ambientes desconhecidos e entram em contato com micro-organismos estranhos ao nosso corpo. “Quando invadimos ambientes naturais aos animais, nós entramos em contato também com os patógenos, que são os organismos causadores de doenças. A maioria dos vírus tem RNA (ácido ribonucléico) que é muito instável em relação ao DNA, no momento em que esses vírus se reproduzem, eles podem sofrer um tipo de mutação, se tornando um corpo estranho e prejudicial ao nosso organismo,” completa a professora. Pesquisas comprovam que várias doenças surgem com o convívio das espécies.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) é o órgão responsável que estuda o surgimento de novas doenças, como as de origem infecciosas. “O perigo do novo vírus, é que os sintomas e o rumo da doença podem mudar a qualquer momento e não se pode dizer com exatidão o que ele fará em seguida.” Declarou a doutora Margareth Chan, diretora-geral da OMS, divulgando uma possível pandemia da influenza A/H1N1 em 2009. Especialistas da OMS alegam que esse é o preço a ser pago pela desatenção, falta de investimento em infra-estrutura e vigilância sanitária, na prevenção e parte do descaso das autoridades públicas. Desde 1970, ao menos uma nova doença de origem infecciosa é descoberta por ano.

Cada doença do gênero infecciosa possui sua própria forma de transmissão, isso varia com o tipo da doença.  Portanto as formas de prevenção também são variadas. Doenças sexualmente transmissíveis, como a AIDS, são prevenidas com a utilização de preservativos e o não compartilhamento de objetos pessoais, como seringas e alicates de unha. Quando se trata de uma doença do vírus influenza, como a gripe, a forma de prevenção é bom cuidado com a higiene: lavar bem as mãos, não tocar em corrimões de uso coletivo, evitar ambientes fechados com muitas pessoas, evitar contatos diretos com pessoas que portadoras das doenças.

Resenha Crítica – Deu no Jornal

O capítulo “o desafio do velho jornal é preservar seus valores” extraido do livro Deu no jornal de Álvaro Caldas , ressalta as principais características  dos jornais de mídia impressa, antes da evolução da tecnologia e as principais mudanças do estilo de se fazer jornalismo. Isso após a assenção da TV e chegada da internet. É notável a diferença que ocorreu na essencia do jornalismo e nas características dos veículos impressos. Não só no veículo mas também houve uma drástica mudança no perfil do profissional jornalista. Tudo para não permitir que o jornal impresso se torne uma mídia obsoleta, em uma era dominada pela mídia eletrônica.

O veículo responsável por narrar as mais diversas histórias do Brasil e do mundo, teve que repensar seus métodos princípios e próprias características, se não quisesse também como os fatos por ele narrado, se tornar “história”.
Na internet vemos um público alvo distinto do público de jornais impressos, os interesses são outros. Na web pode se encontrar notícias de gostos variados, com textos curtos e informações específicas. A TV possui um público mais abragente, as informações são de interesse da maioria. Ela prende a atenção do telespectador com recursos como áudio de video.

Com concorrentes como esses, os jornais impressos optaram por mudar, para não ficar para trás. Diferente de tempos atrás que era realizado grandes reportágens de gênero literário, que causavam  impacto, alguns veículos estão optando por se afastar da literatura, utilizando uma linguagem mais objetiva mais paracida com notas de internet.
A máteria que antes passava por diversos processos e pessoas antes da publicação, agora depende do repórter, que com a mudança teve de adotar outras funções, como escrever, pensar o título e editar. O profissional tem que se tornar polivalente, realizar várias funções.

O editorial também sofreu sua alteração, o jornal passou a investir mais o lado de empresa do que função social. Deu abertura maior ao marketing e a propaganda, vendendo páginas inteiras aos comerciantes. A notícia em si ainda tem sua importância, mas no mundo capitalista a econômia do jornal é o ponto focal. Mas o tratamento jornalÍstico não pode ficar em segundo plano, no que se mostra o livro. A restruturação do jornal não pode influênciar de forma negativa na qualidade da informação, afinal se o jornal é uma empresa, a noticia é o produto, que o jornalista deve produzir com toda atenção para que o leitor compre.
A informação viaja rapidamente, e faz com que o jornal utilize outros meios pra fazer aquela notícia que estourou hoje seja lida de uma outra forma amanhã. Exatamente nesse ponto que o jornal impresso possui seu diferencial. Com o prazo de um dia para o outro o jornal deve utilizar de ferramentas como a criatividade para notíciar a informação de uma forma que a TV e a Internet não noticiaram. Como foi falado no livro “O diferencial entre o jornal e outro veículo será dado pelo conteudo, quem tiver o melhor conteúdo terá a melhor vantagem no mercado”.

É de uma forma realista que o autor detalha o pefil do novo jornalista, hoje o repórter abelha (jargão utilizada para mostrar o reporter que exercita várias funçõesm simultâneamente) tem que desdobrar em vários para obeter as informações.
Nada de noticias sem emoção, o novo perfíl do jornal exigirá do profissinal emoção, opinião e lado crítico, para prender ainda mais o interesse do leitor.

O que será do futuro do jornal impresso ninguém sabe ao certo, estruturado de forma inteligênte e irreverente, esse veículo permanecerá durante muitos outros anos, narrando e fazendo parte das nossa histórias.

Conclusão

É pertinente a ideia do autor, ele narra as mudanças que ocorreram nos jornais impressos no mundo e tenta nos mostrar quais os caminhos que o mesmo deve percorrer para não deixar de existir, hoje na era tecnológica. Os amantes de jornal impresso irão se deparar com uma mudança no formato diagramação e conteudo do jornal com o passar do tempo, reflexo da necessidade de mudança.

Encerrado festival de blues de Rio Preto

Apresentado do dia 25 a 27 de agosto, o Sesc’n blues trouxe diversas atrações para a cidade


Espetáculo.

Combinação de um ambiente agradável, boa música e com um valor acessível. Assim foi a 18ª edição do festival de blues do SESC de Rio Preto. Três dias de espetáculos movimentaram o clube da cidade, com a apresentações de artistas da região e de renome internacional. Os espetáculos também puderam ser acompanhados de graça pela população, em apresentações ao ar livre, que aconteceram nos três dias, na Praça Dom José Marcondes, no centro da cidade.

Iniciado em 1989 na cidade de Ribeirão Preto, o Sesc’n Blues já é considerado um dos maiores festivais do estilo no Brasil. De acordo com a animadora cultural do Sesc, Edimeire Piovezam, o ano de 2011 foi um dos melhores que o festival já teve, graças as inúmeras atrações.  O primeiro dia do festival foi inaugurado com os “Bluseiros do Brasil”. Ao total 22 artistas de diversas partes do país subiram no palco do SESC. Além do repertório com músicas próprias, o público pode acompanhar canções de músicos consagrados, como Muddy Waters, Buddy Guy e Eric Clapton.   

Os “gringos” comandaram a noite do segundo dia do Sesc’n Blues. Os norte-americanos Lil Ray Neal de Luisiana, Charlie Love, de Chicago e Tom “Bluesman” Hunter do Texas, dividiram o palco e mostraram ao público, três estilos diferentes de blues americano. Eles fizeram apresentações individuais e em conjunto e deram ao público um choque de cultura, com músicas Influenciadas por raízes norte-americanas.

A terceira noite foi encerrada com Tia Carroll & Sax Gordon. Uma voz surpreendente com um saxofonista fenomenal. Assim, foi chamada a dupla, por críticos musicais. Cantora de Blues e Jazz, Tia Carroll é comparada com artistas do nível de Tina Turner. Com eles foi encerrado a 18ª edição do festival de blues de Rio Preto.

Quero mais.

O arquiteto José Carlos, de 26 anos, acompanha o festival desde a primeira edição em Rio Preto. Para ele o Sesc’n blues se diferencia dos outros eventos que acontecem na cidade. “Eventos como esse, deveriam ser mais constantes. Sinto falta também de apresentações de Jazz, uma cidade como Rio Preto deveria comportar mais shows desses dois gêneros”.

O estudante Danilo Sebastiano, de 29 anos, acredita que a cidade deveria ter mais festivais desse nível. “As grandes apresentações se concentram somente em São Paulo. Rio Preto tem público que consome esse tipo de cultura, a região é carente por esses tipos de eventos”, afirma.

Bancos oferecem facilidades para universitários

Entre inúmeras facilidades oferecidas aos estudantes, as contas universitárias são as que oferecem mais vantagens.

Para percorrer o caminho da faculdade, o universitário enfrenta diversas turbulências. Entre elas está à dificuldade financeira. 

Voltado aos milhares de estudantes espalhados por todo o Brasil, que enfrentam essa mesma dificuldade, os bancos criaram uma estratégia para atingir esse público em potencial. São as contas universitárias. Elas possuem todas as características de uma conta normal para pessoa física, como o saque, depósito, extrato, cartão de crédito e talão de cheque. A vantagem é que os universitários contam com taxas de manutenção reduzidas, anuidade zero e crédito fácil. Hoje quase todos os bancos possuem departamentos e serviços específicos voltados para esses jovens.

Em Rio Preto são cerca de 30 mil estudantes cursando o ensino superior. Rômulo do Carmo Monteiro, de 22 anos, faz curso de administração na faculdade Unilago em São José do Rio Preto. Ele possui a conta universitária FIT do banco Santander desde 2008, quando entrou na faculdade. “Foi vantajoso abrir uma conta universitária, pois oferece melhores condições” afirma. Para ele os bancos utilizam essa ferramenta como uma jogada comercial. Pois quando os jovens terminarem a faculdade já estarão atrelados ao banco. “É mais fácil para o universitário continuar em um banco que ele já conhece do que abrir uma nova conta do zero” afirma.

Cada banco possui suas características próprias para atrair os estudantes. Alguns oferecem limites maiores, outros, isenção de taxas. Outra vantagem é que o universitário pode continuar com a conta durante 12 meses depois de formado.

Contudo, mesmo com os inúmeros artifícios utilizados para atrair os estudantes, é necessário cuidado e atenção aos perigos que uma conta universitária pode trazer nesse período turbulento de faculdade. As agências disponibilizam aos novos correntistas, mesmo sem comprovação de renda, cheque especial, cartões de crédito com limite de até R$800, e talões de cheques, o que podem ser a sua entrada para os programas de proteção ao crédito. Se mal administrado, as contas podem se transformar em dívidas e dores de cabeça.