sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Jornalismo de profundidade.

Com a era da digitalização, vivemos um momento em que tudo é definido pela velocidade. No jornalismo isso não é diferente, com a tecnologia veio também a necessidade de transmitir a informação numa maior velocidade. O que predomina na internet é a informação reduzida em apenas 140 caracteres. E tanto o jornalista quanto o leitor, por essa necessidade de digerir rapidamente uma informação, não se dão ao luxo de acompanhar uma história com mais profundidade. No jornalismo on-line, existe a necessidade de tudo girar rapidamente. E o importante informar com precisão, mas sim o de informar primeiro.

Essa nova cultura na qual tivemos a necessidade de nos adaptando, reflete também em nosso próprio comportamento. Se não acompanharmos a velocidade em que o mundo gira, nós não funcionamos. Nos tornamos refém desse descontrolado frenesi de informações. Informações que hoje batem a nossa porta. Com isso nos deparamos com um novo estilo de jornalismo: o jornalismo superficial.

O que resta ao leitores apaixonados por histórias com conteúdos aprofundados é acompanhar à matérias especiais de edições dominicais de jornais diários e as diversas revistas de informação e as especializadas.

Os veículos de comunicação possuem hoje, o tempo como seu pior inimigo, isso pode refletir na qualidade ou na profundidade da matéria.

O jornalismo de revista é uma válvula de escape, pois não possui o papel apenas de noticiar um acontecimento, mas sim documenta-lo, fazendo dele história. Isso é jornalismo de profundidade.

Não é noticiar um fato, mas sim fazer parte da história.  

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