quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Troy Davis é executado nos EUA


A defesa do americano Troy Davis, que se tornou um símbolo da luta contra a pena de morte, apresentou nesta quarta-feira (22) em um tribunal do estado da Geórgia dois últimos recursos para que sua execução prevista para esta noite seja suspensa.

Troy Davis apresentou um recurso de habeas corpus diante do tribunal superior do condado de Butts na Georgia (sudeste) e também "pede respeitosamente que este tribunal conceda um sursis à execução de sua pena de morte", indica um documento da justiça do qual a AFP obteve uma cópia.

Condenado à morte em 1991 pelo assassinato de um policial branco, Troy Davis, 42, deve receber a injeção letal às 19h00 (20h00 de Brasília) na penitenciária de Jackson, na Geórgia (sudeste dos Estados Unidos).
Davis "recusa a constitucionalidade de sua condenação à pena de morte fundando-se em novas provas", acrescenta o documento entregue à justiça por Brian Kammer.


Kammer ressalta que a defesa está em condições de apresentar "provas" segundo as quais o médico legista que realizou a autópsia do corpo do policial morto deu "um falso testemunho" no relatório balístico no qual a justiça se baseou para pronunciar sua sentença.

Na terça-feira (20), o comitê de indultos da Geórgia havia rejeitado um recurso apresentado pelos advogados do condenado, que já escapou de três execuções graças a diversos recursos judiciais.
Apresentado por seus defensores como o protótipo do negro condenado injustamente, Troy Davis recebeu o apoio de personalidades como o ex-presidente americano Jimmy Carter, o papa Bento XVI ou a atriz Susan Sarandon e centenas de manifestações pedindo o indulto foram realizadas em todo o mundo.

Durante o processo, nove testemunhas do assassinato cometido em 1989 indicaram Troy Davis como o autor do tiro, mas a arma do crime nunca foi encontrada e nenhuma prova digital ou traço de DNA foi revelado. Mais tarde, sete testemunhas se retrataram, mas isso não foi suficiente para convencer a justiça de rever seu veredicto. Ele morreu às 23h08 local (00h08 Brasília de quinta), pouco tempo depois de a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar um pedido de suspensão da sentença.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/09/troy-davis-apresenta-dois-recursos-a-algumas-horas-da-execucao.html

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Jornalismo de profundidade.

Com a era da digitalização, vivemos um momento em que tudo é definido pela velocidade. No jornalismo isso não é diferente, com a tecnologia veio também a necessidade de transmitir a informação numa maior velocidade. O que predomina na internet é a informação reduzida em apenas 140 caracteres. E tanto o jornalista quanto o leitor, por essa necessidade de digerir rapidamente uma informação, não se dão ao luxo de acompanhar uma história com mais profundidade. No jornalismo on-line, existe a necessidade de tudo girar rapidamente. E o importante informar com precisão, mas sim o de informar primeiro.

Essa nova cultura na qual tivemos a necessidade de nos adaptando, reflete também em nosso próprio comportamento. Se não acompanharmos a velocidade em que o mundo gira, nós não funcionamos. Nos tornamos refém desse descontrolado frenesi de informações. Informações que hoje batem a nossa porta. Com isso nos deparamos com um novo estilo de jornalismo: o jornalismo superficial.

O que resta ao leitores apaixonados por histórias com conteúdos aprofundados é acompanhar à matérias especiais de edições dominicais de jornais diários e as diversas revistas de informação e as especializadas.

Os veículos de comunicação possuem hoje, o tempo como seu pior inimigo, isso pode refletir na qualidade ou na profundidade da matéria.

O jornalismo de revista é uma válvula de escape, pois não possui o papel apenas de noticiar um acontecimento, mas sim documenta-lo, fazendo dele história. Isso é jornalismo de profundidade.

Não é noticiar um fato, mas sim fazer parte da história.