Dia 19 de março de 2011 as 2h53 da madrugada do sábado para o domingo, nesse exato momento eu acabara de assistir pela primeira vez o filme que intitula este texto. “Tiros em Ruanda” é um filme que conta a história do genocídio ocorrido na Escola Técnica Oficial, em Kigali, Ruanda. Lançado em 2005, dirigido por Michael Caton-Jones.
A nação de Ruanda é dividida por dois gupos etínicos, os Hutu e os Tutsis. Os Hutu por serem maioria perceguiam os tutsis por cerca de 30 anos. Mas foi no dia 06 de abril de 1994 que se deu inicio ao massacre. Dados da época informam que foram quase um milhão de mortos em 100 dias de conflito.
Tais dados que poderiam ser minimizados se houvesse a interceptação da ONU. Na cidade de Kigali, palco do filme, existe uma escola técnica que proporcionava estudo aos moradores da região. Nessa mesma escola
existia também um posto com soldados da ONU – se imagina que estavam ali para manter a paz.
Após a eclosão do conflito, centenas de pessoas se refugiam nessa escola, inclusive europeus que viviam na região, afim de não se tornarem alvos dos ataques Hutu.
No decorrer do filme, os personagens principais tentam encontrar modos de livrar aquelas pessoas da lamentavel morte, porém sem sucesso. Os soldados plantados ali não podiam defender o povo Tutsi, pois não fazia parte da sua missão.
Até que ali aparecem dois jornalistas europeus, que não tiveram uma participação efetiva mas que em poucas palavras definem o modo generalizado como aquela região era vista pelo resto do mundo: “São apenas Africanos” disse a personagem que não demosntra nem um pingo de remorso por presenciar ataques a homens, mulheres e crianças aficanas.
O desfecho do filme não foi a moda hollywoodiana como todos estamos acostumados. Nesse filme os vilões não foram condenados e os bonzinhos não tiveram um final feliz. Em um ato de total desprezo a ONU deixou centenas de pessoas a mercê de sua própria sorte.
Tenho recentimento de não ter assistido a esse filme antes, depois de alguns tombos assim começamos ter melhor percepção sobre as coisas. A realidade machuca e de tanto apanharmos estamos ficando calejados.

Prefiro assistir filmes água-com-áçucar, estilo sessão da tarde... chega de violência, né!... rs
ResponderExcluirGostei do Blog!!!
Alexandre
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