Há momentos que sentimos imensa necessidade de nos expressar por meio de palavras escritas. Sabemos exatamente o que falar e por onde começar. Pode ser um caminho árduo atravessar as primeiras linhas, depois de iniciado pode se imaginar qual seria um possível desfecho. Contudo no nosso trajeto entre a introdução e o desenvolvimento, sofremos um bloqueio e as idéias se desfazem, como se escorressem por um ralo de banheiro.
Como numa viajem, saímos de um determinado ponto com o intuito de chegarmos a um destino especifico. Porém no meio as viajem pode acontecer de termos que desviar nosso trajeto, ou pode ocorrer de sermos surpreendidos por uma densa neblina, que cega nossa visão e nos deixa perdidos.
Um agravante da nossa perda dos sentidos e noções é porque as pessoas estão se acomodando com o modo de vida de hoje, em que não é necessário esforço para quase nada. Estão preguiçosas fisicamente e intelectualmente. Em um mundo em que quase tudo é mecanizado não precisamos exercitar a mente para coisas corriqueiras do dia-a-dia, o que nos deixa dependentes e quando tentamos iniciar algo que depende de nossa capacidade ficamos perdidos.
E no momento que necessitamos da mente ativa e o raciocino rápido, nos deparamos com uma densa neblina no nosso caminho, bloqueando a passagem.
Em casos que precisamos fazer uma conta matemática por mais simples que seja não dispensamos a calculadora embutida no aparelho celular para facilitar na hora dos cálculos. Até mesmo escrevendo um texto, não nos preocupamos com erros ortográficos, pois o programa os corrige sem que tenhamos que fazer esforço.
A população está passando por dias de neblina, temos que aprender a mastigar e digerir não simplesmente engolirmos o que já está mastigado.
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