domingo, 10 de abril de 2011

Tiros em Ruanda

Dia 19 de março de 2011 as 2h53 da madrugada do sábado para o domingo, nesse exato momento eu acabara de assistir pela primeira vez o filme que intitula este texto.  “Tiros em Ruanda” é um filme que conta a história do genocídio ocorrido na Escola Técnica Oficial, em Kigali, Ruanda. Lançado em 2005, dirigido por Michael Caton-Jones.


A nação de Ruanda é dividida por dois gupos etínicos, os Hutu e os Tutsis. Os Hutu por serem maioria perceguiam os tutsis por cerca de 30 anos. Mas foi no dia 06 de abril de 1994 que se deu  inicio ao massacre. Dados da época informam que foram quase um milhão de mortos em 100 dias de conflito.

Tais dados que poderiam ser minimizados se houvesse a interceptação da ONU. Na cidade de Kigali, palco do filme, existe uma escola técnica que proporcionava estudo aos moradores da região. Nessa mesma escola
existia também um posto com soldados da ONU – se imagina que estavam ali para manter a paz.

Após a eclosão do conflito, centenas de pessoas se refugiam nessa escola, inclusive europeus que viviam na região, afim de não se tornarem alvos dos ataques Hutu.

No decorrer do filme, os personagens principais tentam encontrar modos de livrar aquelas pessoas da lamentavel morte, porém sem sucesso. Os soldados plantados ali não podiam defender o povo Tutsi, pois não fazia parte da sua missão.


Até que ali aparecem dois jornalistas europeus, que não tiveram uma participação efetiva mas que em poucas palavras definem o modo generalizado como aquela região era vista pelo resto do mundo: “São apenas Africanos” disse a personagem que não demosntra nem um pingo de remorso por presenciar ataques a homens, mulheres e crianças aficanas.

O desfecho do filme não foi a moda hollywoodiana como todos estamos acostumados. Nesse filme os vilões não foram condenados e os bonzinhos não tiveram um final feliz. Em um ato de total desprezo a ONU deixou centenas de pessoas a mercê de sua própria sorte.

Tenho recentimento de não ter assistido a esse filme antes, depois de alguns tombos assim começamos ter melhor percepção sobre as coisas. A realidade machuca e de tanto apanharmos estamos ficando calejados.

sábado, 9 de abril de 2011

O Rio chora após massacre na escola

O que há de errado com o mundo, as pessoas estão se alimentando do medo e do drama. Acuados por um tipo de terrorismo. Reflexo do modo impensado de discriminação pelas diferenças raças e etnias.  Como fala uma canção “Se você somente tiver amor pela sua própria raça, então você apenas deixa espaço para a discriminação e discriminar gera somente o ódio e quando você odeia então você está impelido a ficar sentir raiva. Sim maldade é o que você demonstra. Pessoas matando, pessoas morrendo, crianças feridas chorando. Você pode praticar o que você prega e mudar sua personalidade.”

O que aconteceu no dia 08/04/2011 na escola de Realengo na cidade do Rio de Janeiro foi sem dúvida uma tragédia. Nada pode justificar os atos realizados pelo autor dessa tragédia. Mas são pequenos atos comparados aos que a humanidade já presenciou, em guerras, conflitos, massacres, ataques terroristas.

O ser humano possui um histórico extenso de atos bárbaros, desumanos contra sua própria espécie. E isso não muda.
Esses seres estão tentando se tornar parte da história da forma mais inescrupulosa que existe.
“Os humilhados serão exaltados” – é uma mentalidade destorcida da realidade.

Estamos sentindo todo o peso do mundo em nossos ombros. As pessoas estão se tornando muito mais frias. Estamos preocupados apenas em fazer dinheiro. O egoísmo nos faz seguir nosso próprio caminho. Informações precipitadas mostradas pela mídia e imagens negativas são os principais critérios, Infectando rapidamente as jovens mentes como uma bactéria. As crianças começam a agir do mesmo modo como o que vêem no cinema. O que quer que tenha acontecido com os valores da humanidade; O que quer que tenha acontecido com a justiça na igualdade, em vez de espalhar amor, nós espalhamos hostilidade. A falta da compreensão, conduzindo vidas afastadas da união. Esta é a razão pela qual às vezes me sinto pra baixo; Esta é a razão pela qual às vezes me sinto desanimado. Não é de se admirar porque às vezes me sinto pra baixo. (Black Eyed Peas).

terça-feira, 5 de abril de 2011

Where is the love?

Onde está o amor?

Todos devem conhecer a música "Where is te love" do grupo Black Eyed Peas. Mas  o que nem todos conseguem perceber é a mensagem que a música tenta transmitir.

Já a algum tempo não nós questionamos quanto a isso, mas aonde que está o amor que deveriamos sentir com as pessoas próximas de nós? Quando me refiro ao amor, quero dizer o respeito, a solidariedade e compaixão.
Estamos correndo um uma direção do individualismo, em que ninguém mais é imporante tanto quanto nós mesmo - o bem coletivo não importa mais.

Estamos perdendo o que há de humanos em nós, com nossa busca desesperada e desenfreada pelo acumulo de capital.

De pouco em pouco o ser humano está sendo cada dia mais "coisificado" e com isso perdendo a essência da vida.

Pense nisso..